Desenvolvedor de sites: como escolher o profissional certo para criar seu site
Por Thiago Thomaz ·

Resposta curta: para escolher um desenvolvedor de sites, abra os sites do portfólio dele no celular, confirme que o domínio vai ser registrado no seu nome, defina antes quem vai atualizar o site, pergunte o que está incluído de SEO e combine por escrito as páginas, o conteúdo e o que acontece depois da entrega. Desconfie de quem garante primeiro lugar no Google.
Contratar alguém para criar o site do seu negócio parece simples até você começar a pesquisar: aparecem freelancers, agências, plataformas que prometem site pronto em minutos e orçamentos que não dá para comparar entre si. A diferença entre uma escolha boa e uma ruim costuma aparecer meses depois, quando você precisa trocar um texto, quando o site não aparece no Google ou quando descobre que o domínio não está no seu nome.
Eu sou desenvolvedor de sites e, neste artigo, listo o que eu mesmo conferiria se estivesse do outro lado: as perguntas que valem a pena fazer antes de fechar com qualquer profissional, inclusive comigo.
O que é preciso para criar um site profissional?
Quatro coisas, contratando alguém ou não:
- Domínio: o endereço do site (seunegocio.com.br), registrado no seu nome.
- Hospedagem: o serviço que deixa o site no ar. Em sites feitos em código, ela pode ser bem simples.
- Conteúdo: textos, fotos, logo e informações de contato. É o que mais atrasa os projetos, então vale começar a separar antes.
- Quem vai desenvolver: você mesmo, numa plataforma pronta, ou um profissional. Se a escolha for um desenvolvedor, os passos abaixo ajudam a acertar.
1. Olhe o portfólio, mas abra os sites
Print bonito não prova muita coisa. Peça os links dos sites que o profissional fez e abra cada um:
- No celular: a maioria das visitas vem de lá. O texto fica legível? Os botões são fáceis de tocar? Nada fica cortado?
- Velocidade: o site abre rápido ou fica um tempo em branco?
- Contato: é fácil achar o WhatsApp ou o telefone?
- Está no ar e é de um cliente real? Projetos fictícios são normais no início de carreira, mas é bom saber o que é o quê.
Se o profissional atende o seu tipo de negócio (advocacia, saúde, comércio local), melhor ainda: ele já sabe o que esse público procura.
2. O domínio precisa estar no seu nome
O domínio é o endereço do site (seunegocio.com.br). Se ele for registrado no nome do desenvolvedor, na prática o site não é seu: trocar de profissional ou de hospedagem vira uma negociação.
Pergunte diretamente: em nome de quem o domínio vai ser registrado? A resposta certa é “no seu”. O desenvolvedor pode cuidar da configuração, mas o titular deve ser você ou a sua empresa.
O mesmo vale para os acessos: hospedagem, painel de edição e e-mails ligados ao site. Você precisa ter as senhas ou, pelo menos, uma conta própria com acesso.
3. Quem vai atualizar o site depois?
Essa é a pergunta mais esquecida e a que mais muda o projeto. Existem dois caminhos principais:
- Site com painel de edição: você troca textos, fotos e publica posts sozinho, sem saber programar. Bom quando o conteúdo muda toda semana (cardápio, avisos, blog).
- Site em código, sem painel: o site fica mais leve e rápido, e as alterações ficam com o desenvolvedor. Bom quando o conteúdo muda pouco, como em sites institucionais.
Nenhum é melhor que o outro em tudo. O problema é não decidir isso antes e descobrir depois que cada troca de foto depende de alguém.
4. O site vai estar preparado para o Google?
“Aparecer no Google” não é um extra: é o motivo de muita gente ter site. Pergunte o que está incluído:
- títulos e descrições de cada página escritos para quem pesquisa;
- estrutura de títulos correta (um H1 por página, subtítulos em ordem);
- sitemap e cadastro no Google Search Console;
- site rápido e bem montado no celular;
- dados estruturados, que ajudam o Google a entender o negócio.
E desconfie de quem garante primeiro lugar no Google. Ninguém controla o ranqueamento: o Google decide a ordem considerando centenas de fatores, inclusive a concorrência. Um bom profissional entrega a base técnica e explica o que depende do tempo e do conteúdo.
5. Como o trabalho vai acontecer
Antes de começar, vale combinar por escrito:
- quais páginas o site terá e o que vai em cada uma;
- quem fornece o conteúdo (textos, fotos, logo) e o que acontece se faltar algo;
- como você acompanha o andamento e pede ajustes;
- o que está incluído e o que é cobrado à parte.
Desenvolvedores que mostram o processo com clareza costumam ser os mais organizados durante o projeto também. Eu, por exemplo, explico como funciona o desenvolvimento do site na própria página do serviço.
6. E depois que o site estiver no ar?
Sites precisam de cuidado ao longo do tempo: atualizações de conteúdo, ajustes, renovação do domínio, correções. Pergunte:
- quem renova o domínio e a hospedagem, e quando;
- como pedir uma alteração e quanto tempo costuma levar;
- se existe acompanhamento mensal ou se cada ajuste é combinado na hora.
Freelancer ou agência: qual escolher?
Com um desenvolvedor independente, você fala direto com quem programa o site, sem intermediários. Uma agência tem equipe maior (design, conteúdo, tráfego pago), o que faz sentido em projetos grandes ou quando você quer terceirizar todo o marketing. Para sites institucionais, landing pages e sites de profissionais liberais, o contato direto costuma resolver bem e deixar a comunicação mais simples.
Checklist rápido antes de contratar
- Abri os sites do portfólio no celular e eles funcionam bem.
- O domínio vai ser registrado no meu nome.
- Sei quem vai atualizar o site e como.
- Sei o que está incluído de SEO e ninguém me prometeu primeiro lugar garantido.
- As páginas e o conteúdo estão combinados.
- Sei como funcionam os ajustes depois da entrega.
Perguntas frequentes
Como se chama um desenvolvedor de sites?
Os nomes mais comuns são desenvolvedor web (ou web developer) e programador. Quem cuida da parte que o visitante vê é chamado de desenvolvedor front-end, e quem cuida do servidor e do banco de dados, de back-end. Web designer costuma ser quem desenha o visual, nem sempre quem programa.
Qual a diferença entre desenvolvedor de sites e plataforma de criar site?
Numa plataforma (Wix, criadores de site com IA e similares) você monta o site sozinho a partir de modelos, e o site fica preso a ela. Com um desenvolvedor, o site é feito sob medida para o seu negócio, e você pode levar o código e o domínio para onde quiser.
O que pedir para o desenvolvedor no fim do projeto?
Os acessos de tudo: domínio, hospedagem e painel de edição, além de confirmar que o domínio está no seu nome e que o site foi cadastrado no Google Search Console.
Se quiser conversar sobre o seu site com essas perguntas na mão, veja como eu trabalho na página de criação de sites.







